Ciência aplicada à restauração de ecossistemas nativos
Doutora em Ecologia, investiga como atributos funcionais e interações entre plantas podem orientar a restauração da Caatinga e outros biomas. Leva esse conhecimento a gestores, academia e comunidade.
Vamos conversar
Dra. Marina Vergara Fagundes constrói sua carreira na linha de frente da ecologia da restauração — entre o campo, o laboratório e a sala de aula — tendo a Caatinga como principal território de investigação desde 2013.
É Doutora em Ecologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN, 2020), com período de doutorado na Technische Universität München, na Alemanha. É Mestre em Ecologia pela mesma universidade e bióloga formada pela UNISINOS (RS). Recebeu o prêmio de melhor tese do Programa de Pós-Graduação em Ecologia da UFRN.
Atualmente é pós-doutoranda no Laboratório de Ecologia da Restauração (LER/UFRN) e professora colaboradora dos cursos de graduação e pós-graduação em Ecologia. Atua no TreeDiv BrazilDry, experimento de longa duração do PELD integrado à rede mundial TreeDivNet, que testa como a diversidade de espécies sustenta o funcionamento de ecossistemas semiáridos em restauração.
Sua pesquisa investiga como estratégias funcionais e interações entre plantas — especialmente relações de facilitação — podem acelerar e consolidar a restauração de florestas tropicais sazonalmente secas. Esse conhecimento está disponível, em formato de consultoria, para projetos de recuperação de áreas degradadas e compensação ambiental.
É autora de estudos publicados em periódicos do grupo Nature, como Scientific Reports e Nature Communications, além do Journal of Ecology e da Flora, e coautora do capítulo sobre tecnologias de produção de mudas nativas do livro Restauração Ecológica na Caatinga (CEPAN, 2026).
Uma base de pesquisa consolidada, com frentes de trabalho em expansão para novos biomas e novas aplicações.
Técnicas testadas em mais de uma década de pesquisa de campo no semiárido brasileiro.
Atributos funcionais de plantas como base para prever sucesso e resiliência da restauração.
Interações positivas entre espécies usadas para acelerar a recomposição de comunidades.
Planejamento experimental e análise de dados em linguagem R aplicados a projetos reais.
Cursos técnicos para gestores, comunidades e coletores de sementes nativas.
Pesquisa de campo na Caatinga e no Cerrado, com estudos também na Amazônia e na Mata Atlântica.
Aplicação do conhecimento em restauração a projetos de compensação de carbono.
Frente em expansãoInteração planta-fungo e restauração de restinga como novos territórios de pesquisa.
Frente em expansãoPara empresas e gestores que precisam recuperar áreas degradadas ou cumprir exigências de compensação florestal. Marina aplica o que mais de uma década de experimentos de campo mostrou sobre o semiárido: quais espécies sobrevivem, quais se ajudam e como reduzir a perda de mudas no plantio — um dos maiores gargalos da restauração na Caatinga.
Seis etapas conduzidas na ordem em que a restauração realmente acontece no campo.
Levantamento do histórico da área, solo, vegetação remanescente e exigências legais.
Definição de espécies nativas, densidade de plantio e estratégias de facilitação entre plantas.
Fontes de sementes nativas e produção de mudas adequadas ao bioma, com ou sem apoio de redes comunitárias.
Execução acompanhada tecnicamente, com protocolos replicáveis.
Coleta de dados de campo e análise estatística da evolução da área restaurada.
Documentação técnica para órgãos ambientais e processos de licenciamento.
Doutora em Ecologia (UFRN), com tese premiada como a melhor do programa e best paper da Society for Ecological Restoration (2017).
Primeira autora em Journal of Ecology, Flora e Ecology and Evolution; coautora de estudo global da rede TreeDivNet na Nature Communications.
Avalia artigos para revistas como Restoration Ecology e New Phytologist.
Mais de uma década conduzindo experimentos de restauração em campo e em casa de vegetação.
Coorientou seis dissertações de mestrado e já capacitou gestores, coletores de sementes e comunidades locais.
Integra a rede mundial TreeDivNet e mantém parcerias de pesquisa no Brasil e na Alemanha (TUM).
A natureza não se restaura sozinha por acaso.
Ela se restaura porque as espécies certas encontram, umas nas outras, a chance de sobreviver.
Restaurar é recriar essas relações.
Para projetos de restauração, consultoria em compensação ambiental ou parcerias de pesquisa — o primeiro passo é entender a área e o desafio real.